AEXAM
Associação dos Ex-Alunos dos Seminários de Mariana

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UNESCO declara que o acervo do Museu da Música de Mariana é

PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

 

    No dia 2 de dezembro de 2011, na Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, o Museu da Música de Mariana da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese (FUNDARQ) receberá do Programa Memória do Mundo da UNESCO o Diploma do Registro Regional para a América Latina e o Caribe (MOWLAC), em reconhecimento à importância de seu acervo de manuscritos musicais.

   O Museu da Música é um dos mais importantes acervos latinoamericanos de música sacra manuscrita, com mais de 2 mil partituras. Por meio de projetos desenvolvidos, muitas obras foram salvas pelo trabalho de restauração, já que estavam em estado precário de conservação. Foi recuperada a estrutura original das partituras tal como concebidas por seus autores. Compositores respeitados como Lobo de Mesquita, José Maurício Nunes Garcia e João de Deus de Castro Lobo tiveram novas peças reveladas. Outros, como Miguel Teodoro Ferreira, Frutuoso de Matos Couto e Manuel Dias de Oliveira começaram a ter sua memória resgatada, com a identificação de criações importantes, anteriormente desconhecidas.

   Para o Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, “este Diploma concedido pela UNESCO ao Museu da Música de Mariana é o coroamento de muitos anos de trabalho de pessoas que se dedicaram a preservar esta preciosidade de valor incalculável, fruto daqueles que, nos séculos 18 e 19, produziram o que de melhor na música o Brasil conheceu. Por isso, não podemos esquecer personalidades como Dom Oscar de Oliveira, o engenheiro Francisco Noronha e Dom Luciano Mendes. A Arquidiocese de Mariana se sente feliz com esta honrosa premiação e parabeniza sua Fundação Cultural responsável pelo Museu da Música e que realizou o importante projeto de restauração e preservação dessas milhares de partituras”.   O Instituto Memória do Mundo, da UNESCO, é a memória coletiva e documentada dos povos – seu patrimônio documental - que, por sua vez, representa boa parte do patrimônio cultural mundial. Ela traça a evolução do pensamento, dos descobrimentos e das conquistas da sociedade humana. É o legado do passado para a comunidade mundial presente e futura.

   A Memória do Mundo se encontra em grande medida em bibliotecas, arquivos e museus existentes em todo o planeta e uma grande porcentagem dela corre perigo atualmente. O patrimônio documental de numerosos povos tem se dispersado devido ao deslocamento acidental ou deliberado de fundos arquivísticos e coleções, aos “estragos das guerras” ou a outras circunstâncias históricas. Às vezes, obstáculos práticos ou políticos dificultam o acesso a ele, enquanto, em outros casos, deterioração ou destruição são a ameaça.

“A concepção do Programa Memória do Mundo da UNESCO - MOW [Memory of the World Program] é que o patrimônio documental mundial pertence a todos, deveria ser plenamente preservado e protegido para todos e, com o devido respeito aos hábitos e práticas culturais, deveria ser acessível a todos de maneira permanente e sem obstáculos”, afirma o consultor da UNESCO, Ray Edmondson. 

Segundo o diretor executivo da FUNDARQ, prof. Roque Camêllo “o reconhecimento do Museu da Música pela UNESCO como um dos mais importantes acervos latinoamericanos de música sacra coloca o Brasil no patamar mais elevado entre as nações civilizadas quando o tema é a cultura musical e evidencia a efervescência intelectual dos séculos 18 e 19 em Minas Gerais e particularmente na Região de Mariana. Cuidar do patrimônio cultural não é tarefa fácil, além de dispendiosa. No entanto, é dever patriótico fazê-lo porque esta ação preserva a memória e a identidade de nosso povo. Este título não pertencerá apenas a Mariana e a Minas, mas ao Brasil”, concluiu Camêllo.
 

Museus de Arte Sacra

Ivo Porto de Menezes [1]
         
   O Brasil possui, sem dúvida, um grande repertório das artes de nosso passado histórico. A maior parte das edificações desse passado, recente ou mais recuado, é constituída por edificações dedicadas ao culto religioso. Eis porque torna-se sempre presente a necessidade da conservação e restauração de todos os bens moveis e imóveis que, espalhados pelo seu território, merecem atenção especial.
Não tem sido de outro modo a preocupação da Igreja Católica, conforme inferimos, não só de documentos como a Carta Pastoral Coletiva de 1915, em suas Constituições Eclesiásticas do Brasil, a Carta Pastoral do Episcopado Mineiro sobre o Patrimônio Artístico, datada de 1926, atendendo a prescrições da Igreja.
Antes mesmo da criação dos diversos órgãos públicos de preservação do nosso patrimônio histórico, a Igreja Católica procurou sempre manter e conservar seus bens, embora tenha a lamentar algumas perdas, por desconhecimento da própria orientação do Magistério. Exemplos vários podem ser citados, espalhados por todo o território brasileiro. Limitamos às ocorrências em Minas Gerais.
 

 Museu Eclesiástico – Mariana – 1926

 Em 29 de agosto de 1926, era inaugurado em Mariana um “magnífico muzeu de Arte, instalado por D. Helvécio” Gomes de Oliveira, Arcebispo de Mariana. A Capela de São Pedro dos Clérigos foi adaptada para abrigar o acervo recolhido. Em 1944, quando o IPHAN criou o Museu da Inconfidência, D. Helvécio cedeu as peças do Museu de Arte Sacra de Mariana, que se constituiu o núcleo inicial do referido Museu.
 Participante do Concilio Vaticano II, em vista do documento do mesmo Concílio, a Sacrosanctum Concilium, recomenda: “Além da Comissão de Liturgia Sacra, instituam-se em cada Diocese, se possível, também Comissões de Música Sacra e de Arte Sacra”, D. Oscar de Oliveira, Arcebispo de Mariana, criou a Comissão de Arte Sacra. Com o apoio desta Comissão, instituiu o Museu de Arte Sacra, na casa que pertencia ao Cabido diocesano. Fruto do trabalho do Sr. Arcebispo, vão sendo devidamente estabelecidos e localizados o precioso Arquivo Arquidiocesano, no andar térreo do novo edifício da Cúria Metropolitana, o Museu da Música, que atualmente se encontra no restaurado Palácio dos Bispos (da Olaria) e o Museu do Livro, no próprio Palácio de residência dos Arcebispos.
 

 Museu Eclesiástico – Mariana – 1926

Os bens culturais pertencentes à Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto, foram devidamente catalogados e recolhidos ao novo museu, na Casa de Noviciado do Carmo, devidamente restaurada e cuidadosamente expostos, em 1965. Este mesmo museu, em data de 2000 voltou para a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, em locais especialmente adaptados para receber seu precioso acervo. Preocupado com a preservação do acervo do museu, mas também com os bens imóveis existentes na paróquia, que abrigava inúmeras Capelas, foi criada, pelo seu então vigário Pe. José Feliciano da Costa Simões, uma Fundação que, desde esta época, vem desenvolvendo importantes trabalhos de restauração.
 

 Museu Eclesiástico – Mariana – 1926

Ainda em Ouro Preto, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Antônio Dias, recolhidos os preciosos bens da paróquia e de suas capelas, foi inaugurado, em 1968, o museu que recebeu o nome de Museu do Aleijadinho.
Seriam ainda de serem citados outros acervos que foram ou estão sendo organizados para sua apresentação ao público, como, por exemplo, os Museus de Oliveira, Campanha, de São João Del Rei, entre tantos outros que vão sendo implantados.
A preocupação do Magistério da Igreja Católica, com estes bens que lhe foram confiados pelas comunidades, está expressa em vários documentos. Seria longo enumerá-los ou transcrevê-los
O Código de Direito Canônico, promulgado em 1917, já acentuava a necessidade do inventário, da preservação dos bens de valor histórico e artístico que, aliás, definia o que seria, com a proibição da venda, punido com a excomunhão, enquanto o Código de Direito Canônico de 1983 apresenta diversos cânones referentes aos bens culturais da Igreja.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, acentua: “Estes bens pertencem à comunidade cristã e são patrimônio universal dos homens e, portanto, são inalienáveis”.
 

 Museu de Arte Sacra – Mariana

No que se refere especificamente aos museus, a Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, em 15 de agosto de 2001, enviou aos bispos a Carta Circular sobre a Função Pastoral dos Museus. Toda uma orientação é dada: a fidelidade à tradição e preservação dos bens, sua conservação, natureza, finalidade e tipologia do museu eclesiástico, a organização, restauro, uso para o público, formação do pessoal.
Nas conclusões acentua os pontos mais importantes para que o museu obtenha suas finalidades, não só de preservação dos bens culturais da Igreja, senão também um atendimento correto aos que o visitam.
Acentua, entre muitas outras estratégias, que: “neste contexto o museu eclesiástico não seja considerado apenas como local de visita, mas também de atividade cultural-pastoral e de experiência de visão histórica.” Recomenda a formação dos sacerdotes para que tenham consciência dos valores, eclesiástico e civil, do patrimônio histórico-artístico eclesiástico, indicando alguns meios para atingir estes objetivos. “Com este novo documento a Pontifícia Comissão Para os Bens Culturais da Igreja entende oferecer uma contribuição para reforçar a ação da Igreja através dos bens culturais, para favorecer um novo humanismo em vista da nova evangelização”.
Através deste valioso acervo, a Igreja Católica mostra sua adesão à cultura das diversas épocas e diversos locais, que documenta especificamente em cada obra que apresenta, em suas edificações e especialmente em seus museus.
 

 Museu da Música – Mariana

Faz parte de sua missão, pós Vaticano II, o conhecimento e compreensão das diferentes maneiras de apresentar os meios de que usa para lembrar aos cristãos os mistérios de sua fé. Não é somente através de indicações do local de origem da peça, da autoria ou outros dados inerentes à peça mostrada, mas, sobretudo, de uma indicação clara do significado da peça dentro do contexto cristão, visando a evangelização.
Os edifícios religiosos, em uso ou não, assim como os demais bens culturais devem permitir que possam ser vistos por todos, como testemunho da vida e da história da Igreja. Recomendada é a criação de museus diocesanos ou interdiocesanos para evitar a deterioração de peças guardadas em depósitos.
Para se obter os efeitos de conservação torna-se necessário conhecer melhor todos os bens da paróquia ou diocese. Recomendado, através de documento especial, é a necessidade do inventário de todos os bens. Evidente auxílio nos trará a leitura dos livros de tombos, repertório específico de todas as ocorrências, sendo previsto que neles sejam lançados todos os acontecimentos (bens imateriais), assim como aquisições e perdas de bens materiais, já inscritos. Pode-se, não só identificar faltas de bens e a época em que isto ocorreu, como também anotações de novos trabalhos executados ou adquiridos. Inventário, catalogação, conservação e restauro dos bens será autorizado e cuidadosamente acompanhado pela Comissão Diocesana de Bens Culturais.
 

 Museu do Aleijadinho - Ouro Preto

Vários documentos trazem à nossa lembrança a necessidade de preservação também da valiosa documentação representada pelos papeis oriundos da administração paroquial, bastando lembrar os lançamentos de batizados, crismas, óbitos e mesmo testamentos e inventários, que em nosso passado pertenciam às paróquias lançar. Quem já tenha feito pesquisas de nosso passado sente bem o valor das informações obtidas através de documentos existentes nos arquivos paroquiais. Eis pois que também constituem este valioso acervo religioso a ser preservado os arquivos paroquiais e diocesanos, conforme, aliás, recomenda o Magistério da Igreja, em seu documento A função pastoral dos arquivos eclesiásticos. Também os livros que nos são legados pelas bibliotecas dos bispos ou sacerdotes, seminários ou instituições de ensino e mesmo de leigos, dedicadas à formação, não devem ser esquecidos, recomendados que são pela Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, em seu trabalho Bibliotecas Eclesiásticas na Missão da Igreja.
          “Os bens culturais revelam-se documentos qualificados dos vários momentos desta grande história espiritual.” (João Paulo II, Discurso aos participantes na Assembléia Plenária da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, 30/03/2000).
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[1] Professor Emérito da Escola de Arquitetura da UFMG. Prof. Dr. da Escola de Minas da UFOP. Professor de Bens Culturais da Igreja e Arte Sacra.
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