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(Seminário Maior São José)

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HELVÉCIO ANTÔNIO DA TRINDADE - Julho de 2006 ...

A progressista cidade de Carandaí, conhecida atualmente como a maior produtora de hortifrutigranjeiros de Minas Gerais, ainda não tinha essa vocação agrícola em 02 de julho de 1946, quando o Helvécio nasceu. Seus pais Antônio Alves da Trindade Filho e Altair Batista da Trindade, zelosos na sua educação, fizeram-no estudar e também tornar-se coroinha do padre Avelino Marques, então pároco da cidade. A isso se somou a convivência com familiares eclesiásticos – o tio, dom José Alves Trindade, bispo de Montes Claros, outro tio, Cônego Heitor Trindade, pároco na cidade de Nazareno/MG, o primo, padre José Anísio Chaves, pároco em Antônio Carlos/MG, a tia, Irmã Gabriela, da Congregação de São Vicente de Paulo, e o amigo da família, dom José D´Ângelo Neto, então pároco de Lagoa Dourada/MG, de quem era também coroinha durante as suas férias. Bem, com tal influência, não poderia dar outra coisa: lá foi ele entusiasmado para o Seminário Menor de Mariana, em 1958 e onde permaneceu até o início de 1963. Foram as intermináveis horas de estudo, a exigência metódica e disciplinar do cumprimento dos horários, o respeito ao espaço dos colegas e o aprendizado de ganhar e perder nos “rancas”, que lhe deram a formatação do adulto, coisa de que muito se orgulha.
Com o curso científico (assim se dizia então) terminado em Barbacena, em 1968 mudou-se para Belo Horizonte, onde foi bancário, escriturário, gerente financeiro e do mercado de capitais e proprietário de uma escola de música. Curiosamente, nesta atividade, “tocou” a escola durante oito anos, embora não tocasse qualquer instrumento.
Em 1974 graduou-se em Administração na Face/UFMG, qualificando-se para o exercício de suas atividades profissionais.
Desde 1991, quando se desligou da última empresa para quem trabalhou, tem um escritório imobiliário, intermediando a compra e venda de imóvel.
O futebol sempre esteve na sua vida, como atleta e aficionado torcedor do Fluminense. Não fora uma entrada maldosa de um adversário, o seu menisco estaria intacto para jogar até hoje.
O palco do teatro do Seminário deu-lhe a desinibição e o gosto para a interpretação de textos, cuja técnica aprimorou com estudos e trabalhos ao logo dos anos. Fez muitos anúncios comerciais na televisão e no rádio e atuou, num pequeno papel, no filme “Batismo de Sangue” do diretor homônimo, Helvécio Ratton. E continua fazendo. Qualquer dia a Globo o contrata...
Tem dois filhos adultos, Vivian e Márcio Bruno, de quem, a qualquer momento, receberá netos.
Em companhia da Rosana, cujo amor o remoça, vive diária e intensamente tudo o que a vida lhe oferece.
Em 2006, durante a reunião em que estava se formando a chapa para a eleição da nova diretoria da AEXAM, resolveu dar um palpite. Pois não é que o escolheram para presidente. Deveria ter ficado calado... passaria despercebido...
Há um ano no cargo dedica-se com carinho ao projeto de fazer do Encontro Anual em Mariana um evento prazeroso para todos os associados.


JOAO GABRIEL TEIXEIRA - Julho de 2004 a julho de 2006

É o mais velho dos nove filhos de João Teixeira Filho e Maria Cleonice da Rocha Teixeira. É natural de Itajubá, no sul de Minas, onde nasceu no dia 24 de março de 1946. O pai foi funcionário do Posto de Saúde local por 38 anos e a mãe se tornou enfermeira, depois de criar os filhos, trabalhando como plantonista na Maternidade local por 25 anos. Todos os filhos ajudavam na lida de uma casa, no cuidados com os irmãos em um enorme terreiro com as mais diferentes criações e plantações. Este é o contexto em que o garoto de 11 anos vai para o seminário diocesano de Pouso Alegre, em 1957, onde faz o que se chama hoje de ensino fundamental e curso médio, então admissão, ginásio e colegial. Em 1964 muda-se com outros colegas para o Seminário Maior São José em Mariana, onde começam o curso de filosofia. O apelido “Japão” levou-o consigo.
Quando o Seminário Maior foi temporariamente fechado, João Gabriel foi para Belo Horizonte, para retomar os estudos no Instituto de Filosofia e de Teologia da PUC, sob a acolhida amiga de dom Marcos Noronha, bispo de Itabira, participando de uma república no bairro da Floresta. Foi um período de muita atividade, maturando o processo interrompido há um ano e meio.
A realização de um novo curso, o de sociologia em pleno 1968, traz a vivência em um ambiente intelectual totalmente novo, substantiva e metodologicamente. Época de militância que transita de cristã à esquerda católica e depois política. Formação por opção e na marra, é a constituição do sujeito, que faz escolhas e que é também resultante de uma complexa estrutura. AI5, professor cassado, colegas presos, passeatas, radicalismos, os quatro anos de estudante universitário foram também de combate à ditadura, não de um protagonista, mas de militante de apoio. Trabalha como professor em cursinho de madureza, depois vendendo livros na Sinal e finalmente estagiário em pesquisa social. Nesse ambiente, a certeza do amor de Márcia Marques, com quem se casa logo depois de formado e com quem divide a vida, trabalha e tem quatro filhos – Tiago, André, Bruno e Núbia.
A vida profissional foi de professor e pesquisador. Logo após o curso de mestrado participa pela Fundação João Pinheiro do planejamento da educação na região de fronteira agrícola na Amazônia – Roraima, Acre, Amapá e Rondônia. Em 1974 ingressa como professor da UFMG, onde trabalha até sua aposentadoria em 2003. Durante quase dez anos trabalhou também na Superintendência de Planejamento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Da atividade em pesquisa resultou sua dissertação de mestrado, em 86, bem como a participação em três livros de sociologia urbana, além da publicação de artigos sobre a relação entre espaço urbano e sociedade, em periódicos especializados, particularmente na última década, além de congresso e seminários.
Atualmente participa de pesquisa e de cursos de especialização de políticas públicas e projetos sociais na própria UFMG, mas com a devida moderação. Curte os dois netos – João e Maria – que moram no Rio.
Cuida de um pequeno sítio em Nova União e tem ultimamente participado de todos os encontros da AEXAM, desde aquela festa dos 250 anos do Seminário Nossa Senhora da Boa Morte. Em julho de 2004 foi eleito presidente da AEXAM, numa articulação política de Geraldo Lisboa, Fábio Madureira e João Batista Lima, na sua ausência. Os dois anos na direção da AEXAM foram uma demonstração do agradecimento à vida e às amizades vividas em Mariana. Seu mandato encerrou-se em julho de 2006.


JOÃO BATISTA LIMA - Agosto de 2001 a julho de 2004

Era o dia 20 de abril de 1943 em São Domingos do Prata, encravada na região do Vale do Aço, quando ele nasceu. Seus pais Geraldo Gomes Lima e Ester Tomás Lima, com o apoio do pároco Padre Antônio Ferreira Barros, mandaram-no para o Seminário Menor de Mariana em 1957. Seus estudos foram custeados por pessoas amigas da comunidade pratiana.
Sempre prático e interessado, desenvolveu suas habilidades como barbeiro (era assim que se chamava quem cortava cabelos), como técnico em bicicletas e eletricista.
Colocou no ar, com o colega José Santos Fortuna Neves, o “Tijair”, a rádio Gagarin, cuja potência mal-mal chegava a todas as dependências do Seminário. Ainda tocava clarineta na banda e ajudava nos bastidores do teatro. De procedimento exemplar, vez por outra recebia menção honrosa por isto.
Em 1963 passou para o Seminário Maior onde fez filosofia até 1967, quando a instituição foi fechada. Pertencendo à diocese de Itabira, fez dois anos de teologia, morando em uma república em Belo Horizonte, numa experiência aprovada por dom Marcos Noronha, seu bispo.
Em 1969 desligou-se da preparação sacerdotal para novos rumos na sua vida profissional.
A Educação Profissional sempre esteve presente na sua vida, daí algumas experiências de trabalho no Colégio Padre Avelar em Mariana, participação no Grupo da JOC de Itabirito e estudos sobre o perfil do Padre no Trabalho, enquanto seminarista.
Tornou-se diretor no Centro de Educação Profissional Rural em Penedo, no Estado de Alagoas. Durante 10 anos atuou na área da educação profissional do SENAI E FEBEM/MG. As suas origens o requisitaram para presidir a Cooperativa de Hortifrutigranjeiros do Prata, durante 9 anos. Novamente em Belo Horizonte, enquanto atuava na educação profissional de crianças carentes, no Projeto Miguilim da Prefeitura Municipal, idealizou e montou, em 1994, a COOPERTEC, uma cooperativa de consultoria e treinamento com profissionais da área multidisciplinar de níveis superior e técnico. É o seu presidente desde então.
Na AEXAM foi vice-presidente em 2001 e presidente no período de agosto de 2002 a julho de 2004.


MARINO DA COSTA E SILVA - Julho de 2000 a agosto de 2001

Com sobrenome de ex-presidente da República, nasceu em uma pequena propriedade rural, no município de Caratinga no dia 18 de junho de 1932. Seus pais Leonardo A. Costa e Maria da Silveira trataram de colocá-lo no curso primário, iniciado lá mesmo em escola rural e terminado em Caratinga. Em 1948, ingressou no Seminário Menor de Mariana e, em 1954, no Maior, deixando-o no final daquele ano.
Durante 1955 lecionou em Ipanema e Raul Soares. Mudou-se no ano seguinte para Belo Horizonte para ingressar na Faculdade de Direito da UFMG. Formou-se em 1960.
Exerceu a advocacia até 1966, quando, por concurso, ingressou na Polícia Civil, no cargo de Delegado. Em 1967, aprovado em concurso público para o cargo de Promotor de Justiça, foi nomeado para Monte Azul, mas não assumiu. Em 1968, aprovado em concurso para Juiz de Direito, foi nomeado para a Comarca de Divino, sendo posteriormente promovido para a Comarca de Carlos Chagas. Exerceu suas atividades profissionais também em Brumadinho, Pirapora e Juiz de Fora, de onde foi removido para Belo Horizonte. Nesta capital, em 1987, foi
Promovido para o Tribunal de Alçada.
Exercendo a magistratura, encontrou tempo e entusiasmo para lecionar nas cidades de Santa Luzia, Divino, Carlos Chagas, Brumadinho e Pirapora. Foi promovido para o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em 1997, aposentando-se, no mesmo ano, para cuidar de seus interesses particulares.
Foi assessor no Tribunal de Alçada, por 8 meses, deixando a função, para dedicar-se à advocacia, nas Comarcas de Belo Horizonte e Brumadinho, onde presta serviços de assistência judiciária aos carentes e mais necessitados.
Casou-se, em 1960, com Clélia Vianna da Costa e Silva, tem seis filhos e reside em Belo Horizonte. Mas para descansar ele tem o sítio Iracema, no município de Brumadinho, que, como ele mesmo diz, está à disposição dos amigos.
Foi presidente da AEXAM de julho de 2000 a agosto de 2001.


VICENTE NOLASCO COSTA - Julho de 1995 a julho de 2000

Foi um dos quatorze filhos de Antônio da Costa Porto e Germana Rodrigues Bragança. Na modesta casa de um lavrador, que ficava na região rural de Itabira/MG, nasceu no dia 31 de janeiro de 1926. Na companhia de irmãos freqüentou a escola rural.
As dificuldades e males por que passavam todos na casa vitimaram alguns na infância. Ele mesmo, aos onze anos, sofreu um sério acidente que o deixou frágil durante algum tempo.
Adolescente ainda, empregou-se Companhia Morro Velho, em Nova Lima e na Mineração Trindade em Barão de Cocais. Por causa de um acidente de trabalho foi internado no hospital de Sabará, onde, por desígnios de Deus, conheceu o vigário que o encaminhou ao Seminário Menor de Mariana.
Sem recursos para manter-se, obteve de Dom José Lázaro Neves, recém-nomeado bispo de Assis/SP, toda a ajuda financeira de que necessitava, durante todo o tempo em que lá esteve.
Estudou no Seminário Maior São José até o segundo ano de filosofia, de onde saiu em 1954.
No ano seguinte ingressou na Escola de Farmácia de Ouro Preto. Lá só ficou um ano, pois aceitou o convite para tornar-se professor e vice-diretor do Colégio Santa Rita, em Sabará/MG.
Nesta cidade estendeu suas atividades como vereador, presidente da Câmara Municipal, presidente do Conselho Vicentino, presidente da Congregação Mariana e presidente do PSDB.
Formou-se na Faculdade de Direito da UFMG em 1964.
Mudou-se para Itabira onde dirigiu o Colégio Estadual.
Por concurso público tornou-se promotor de justiça e exerceu suas atividades em diversas comarcas. Aposentou-se quando titular em Vitória/ES.
Na sua vida várias responsabilidades o ocuparam: foi assessor do Procurador Geral da Justiça, do Corregedor Geral, de desembargadores e professor de Direito Penal na Universidade de Vila Velha/ES.
Conheceu Dalva Stela do Espírito Santo em Ouro Preto, quando estudava na Escola de Farmácia, através do cupido Dom Francisco Barroso Filho, bispo emérito de Oliveira, então seminarista. Com ela se casou e tornaram-se pais de quatro filhos e avós de dois netos.
Estudioso e pesquisador das letras, Vicente Nolasco sempre deixou que a sua verve poética desabrochasse espontaneamente. É um dos trezentos autores do livro “Trovadores do Brasil”. Publicou “A Grande Vitória”, “Poligrafia”, “Conte Comigo” e “Ensaios de um Sonhador”.

São de seu canteiro poético:

Aluno de Mariana
sob os olhos de Maria,
tua luz jamais se empana,
seja noite ou seja dia.
Mineiro de Itabira
tenho certeza, não erro,
do teu peito ninguém tira
tua vontade de ferro.
Vitória que não acaba
de quem trabalha e confia,
pois somente o capixaba
tem vitória todo dia.

Foi presidente da AEXAM de julho de1995 até julho de 2000, e participou da cerimônia de sua fundação, representando o ex-aluno Gerson Camata, então Governador do Estado do Espírito Santo. Em seu mandato foi criado o Informativo AEXAM.


ALOÍSIO PEREIRA FIALHO - 15 de agosto de 1984 até julho de 1995

Nasceu quando o ano de 1945 começava – exatamente no dia 1º de janeiro – no município de Pedra do Anta. Foi o primogênito na casa de José Ambrósio Fialho e Maria Isabel Fialho. Sua infância foi no meio rural, o que de alguma maneira influenciou o seu futuro.
Em 1961 ingressou no Seminário Menor de Mariana, mudou-se para o Seminário Maior e lá cursou até o 1º ano de teologia.
Em 1970, quando deixou o Seminário, trabalhou arduamente como professor na cidade de São Miguel do Anta. No ano seguinte, aprovado em exigente vestibular, iniciou o curso de Agronomia na Universidade Federal de Viçosa.
Sua vida profissional começou em 1975 no projeto Extensão Rural no município de Rio Casca, onde desenvolveu o seu trabalho e fixou residência.
Na década de 80 conseguiu uma bolsa de estudos na Espanha para uma pós-graduação na área de Engenharia de Irrigação.
Aposentou-se em 2001, mas continua na ativa como agricultor em algumas propriedades suas e também dirigindo a ACAR, empresa que criou para a prestação de serviços na área agrícola no município de Rio Casca e em mais dezessete outros da Zona da Mata Norte.
Casou-se com Carolina Magalhães Henriques e têm cinco filhos e duas netas.
No entanto, a atividade mais importante da sua vida foi ter idealizado, fundado e presidido com carinho e dedicação a AEXAM. Foi um trabalho feito com amor durante onze anos, de sua criação no dia 15 de agosto de 1984 até julho de1995.


 
AEXAM - ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DE MARIANA